Concilie o trabalho e os filhos.
A partir da década de 60 a condição da mulher avançou bastante. Temos que ter muito jogo de cintura para lidar com essa situação. Ser maleável é requisito fundamental para as mulheres que querem ser uma boa mãe e óptima profissional'
E o que dizem os psicólogos? Trabalho e filhos são incompatíveis? Não se observam grandes diferenças entre crianças de mães que trabalham e das que ficam em casa, desde que a figura materna e paterna estejam presentes quando possível.
'Há pequenas deficiências nas duas situações. A mãe que trabalha pode se sentir meio constragida em impor limites ao filho. Ela não quer estragar o pouco momento que passa com a criança, então deixa de lado as broncas na hora que elas deveriam e precisavam ser dadas. Mas a mãe que fica o dia inteiro em casa também pode 'falhar'. Ela é capaz de passar o dia inteiro num canto da casa e a criança no outro'.
Ou seja, preze pela qualidade do tempo que você passa com seu filho. Às vezes, a quantidade não é a melhor opção
Organize seu tempo
Um plano de carreira ajuda - e muito - na complicada hora de se dividir entre os filhos e a profissão. Você terá objetivos claros e, conseqüentemente, recursos e ações para atingi-los. Hoje em dia, isso cabe muito mais à você, pois não dá para esperar passivamente as oportunidades que a empresa vai te oferecer. É preciso selecionar as oportunidades que tenham a ver com seu projeto profissional. Quem não tem um, corre o risco de estacionar ou ser sempre coadjuvante no projeto dos outros.
Quando você tem uma meta, as prioridades pessoais - casamento, filhos - não precisam ser colocadas em segundo plano. 'Dentro de um mercado de trabalho tão competitivo, tem gente que consegue se diferenciar justamente por ter esse planeamento. Morar numa cidade do interior, trabalhar meio-período, como free-lancer ou em casa, por exemplo.
Se você organizar seu tempo, conseguirá, aos poucos, conciliar a dura rotina no escritório com a preocupação de estar sempre presente na educação das crianças. Veja algumas dicas:
Se morar perto do local de trabalho, tente almoçar com seu filho;
Reserve quinze minutos do seu dia para falar com ele ao telefone;
Ao chegar em casa, pergunte como foi o dia dele. Sua demonstração de interesse e um bom bate-papo fará com que a criança se sinta protegida e valorizada;
Veja os horários de seu filho. Se ele estudar pela manhã, por exemplo, e, às 20h, já estiver com sono, o melhor a fazer é procurar um emprego no período da tarde. Dessa forma, você poderá levá-lo ao colégio, almoçar com ele e participar de suas atividades;
Se levar trabalho para casa, para ficar mais tempo com os seus filhos, leve só um pouco; não adianta ficar atolada de coisas para fazer e transferir o nervoso do local de trabalho para seu lar;
'Lembre-se que toda criança é egoísta e precisa de atenção'. Portanto, interesse-se pela vida dela. Sempre olhe as notas do colégio, pergunte como foi a prova de hoje...
Suprir a carência de seu filho
A falta de uma figura familiar pode deixar a criança deprimida e sem estímulo. Quando falamos em figura familiar, não nos referimos necessariamente a alguém da família, mas uma pessoa que esteja sempre presente na educação da criança. Reconheça alguns pequenos sinais que podemos notar quando a criança não está bem, ou seja, sentindo-se sozinha, por exemplo:
Alteração do sono;
Alimentar-se mal;
Falta de concentração.
Se o seu horário de trabalho não for muito maleável, tenha em mente que depende somente de você o sucesso dessa conciliação negócios x família. Para que a criança não se sinta trocada por horas no escritório ou contas e mais contas para pagar, tente almoçar com ela quando possível.
Outra dica é ligar cerca de três vezes por dia para saber como ela está e participar das reuniões de pais na escola. 'Os filhos levam muito em consideração essa participação dos pais. Eles sentem-se respeitados. Gostam quando são reconhecidos como, por exemplo, um elogio às notas do colégio ou ao desempenho no jogo de futebol'.
Os finais de semana também são muito importantes para esse entrosamento entre mãe e filho. Tenha momentos agradáveis, mas não se esqueça do seu papel de mãe, sendo apenas aquela amigona. Às vezes, você tem que dar broncas e ser um pouquinho chata para que a criança cresça conhecendo seus limites.